Não há duas desencarnações iguais. Quando assistida, equipes especializadas desatam aos poucos os centros vitais ligados ao corpo e o laço que prende o perispírito ao físico, com paciência, sem cortar à força. O que atrapalha: o choro e a retenção da família, que prendem o moribundo; o medo; certos remédios e drogas, que atingem os centros do corpo espiritual; as conversas e evocações durante o velório.
O despertar também é variado. Há quem acorde na névoa, fugindo de vozes e vultos; num hospital, sem saber que morreu, depois de rever a vida como um filme; preso ao próprio corpo, sentindo-o se decompor; adormecido por anos, negando a vida depois da morte; ou nos braços de um ente querido, depois de preparo. No caso de suicídio, a tradição descreve sofrimento prolongado e um corpo espiritual a recompor, mas o horizonte de recuperação nunca se fecha. Tema sensível: ver o Guia do Mestre.
✧ Tabela de origem do personagem (role ou escolha):
| d6 | Como você despertou |
|---|---|
| 1 | Na névoa, fugindo de vozes que o acusavam, até que uma prece sua trouxe socorro |
| 2 | Num quarto de hospital limpo, achando que tinha sobrevivido à cirurgia |
| 3 | Junto ao próprio corpo, no velório, ouvindo o que diziam de você |
| 4 | Depois de um longo sono escuro, num pavilhão silencioso de adormecidos |
| 5 | Nos braços de alguém que você amou e que morreu antes |
| 6 | No cais de uma cidade de luzes frias, onde um barqueiro já sabia o seu nome |
Na mesa.
- A morte é o começo da campanha, não o fim. Use a forma de despertar para definir o primeiro arco do personagem.
- Trate a desencarnação de cada PJ com cuidado: pergunte antes à mesa quanto detalhe quer e se há perdas reais que pedem Véu.