✧ Criação original.
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Objetivo. Administrar a colônia, curar, educar e preparar os habitantes para a próxima encarnação ou para esferas mais altas; manter o socorro ao Umbral e à Crosta funcionando sem interrupção. O lema gravado sobre a porta da Casa do Leme resume o espírito: quem segura o leme não manda no mar, serve à travessia.
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Métodos. Trabalho pago em bônus-hora, anotado no Livro de Horas; persuasão paciente e exemplo, nunca castigo; prece coletiva ao entardecer, na Praça das Harmonias e nas casas; contato com a Terra só para ajudar, mediante licença; defesa sempre não letal, pela Cerca-Viva e pela Guarda do Farol.
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Hierarquia. O Timoneiro (mandato de 33 anos, escolhido pelo Conselho dos Faróis) → cinco Mestres de Casa → cada um com sua Mesa de Sete (sete conselheiros de ofício) → chefes de serviço e instrutores → servidores → aprendizes portadores da Carta de Porto → tutelados e enfermos. Acima da colônia, o Conselho dos Faróis dialoga com as Irmandades do Alto-Mar, que ninguém em Porto Sereno vê, mas cuja ligação se sente nas grandes decisões.
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Casa do Recomeço. Serviço pesado, oficinas, reeducação pelo trabalho, acolhimento dos recém-chegados turbulentos. Lugares e serviços principais: Alas da Maré Baixa, estaleiros, hortas, Porta da Maré.
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Casa do Amparo. Hospitais, seleção de preces, equipes de socorro, preparo de reencarnações. Lugares e serviços principais: Torre das Preces, Mesa dos Recomeços, enfermarias.
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Casa dos Elos. Comunicação e contato com a Terra, correio entre colônias, ronda contra influências nocivas. Lugares e serviços principais: Pátio dos Portadores, Ronda dos Elos, Oficina do Cais.
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Casa do Saber. Arquivos e memória, escolas, pesquisa, preparo de pais, médiuns e orientadores. Lugares e serviços principais: Arquivos do Cais Velho, Escola do Cuidar, oficinas de estudo.
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Casa do Farol. Ligação com o Alto, harmonização da colônia, arte e música, Conselho dos Faróis. Lugares e serviços principais: Praça das Harmonias, Capela do Entardecer, torres de luz.
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Símbolos. O leme de madeira clara, em relevo, sobre a porta da Casa do Leme; o bastão de nó de marinheiro do Timoneiro, que ele passa adiante ao fim do mandato; o farol de luz dourada que se acende, por pensamento coletivo, sobre a Praça das Harmonias na hora da prece. Cada Casa de Ofício usa uma faixa de cor no uniforme de serviço: verde-mar (Recomeço), branco-sal (Amparo), azul-tinta (Elos), âmbar (Saber) e prata (Farol).
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Relação com os PJs. Empregadora, escola e família ampliada. Concede a Carta de Porto, licenças, missões e cidadania. Não dá ordens militares: pede, explica e confia. Antecedentes ligados à colônia dão aos PJs um vínculo direto com uma das Casas.
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Ganchos. Um Mestre de Casa pede ao grupo um serviço fora da tabela, sem bônus-hora, só como favor de consciência. Duas Casas disputam, com toda a cortesia, o mesmo recurso escasso numa emergência (barcas-aéreas, passistas, leitos). A Mesa de Sete de uma Casa divide-se ao meio e o Livro de Horas aponta uma conta que ninguém consegue explicar.